A ARTE DE DAR E RECEBER FEEDBACK

 

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Feedback é uma palavra de origem inglesa que significa realimentar ou dar resposta a um determinado pedido ou acontecimento. 

Em alguns contextos, feedback  pode significar resposta, reação positiva ou negativa. Por exemplo, na área da comunicação, é um dos elementos presentes no processo de comunicação, em que  um emissor envia uma mensagem para um receptor através de um determinado canal.

Na área administrativa, o termo é usado para dar um parecer sobre o trabalho desenvolvido por um indivíduo ou por um grupo de pessoas.

No âmbito da Psicologia – e é aí que eu quero me concentrar um pouco – feedback é um processo de retroação ou devolução; um canal de comunicação que pode servir para minimizar conflitos entre as pessoas.

Já parou para imaginar como o mundo seria diferente se as pessoas parassem, pelo menos uma vez ao dia, para sentarem-se no mesmo lado da mesa (lado ao lado) para discutirem e tentarem resolver seus problemas? 

Como a educação seria eficiente e melhor se professores e alunos sentassem ao redor de uma mesa com cadeiras, na sala de aula,  para falarem ou discutirem sobre o progresso dos estudantes ou o desempenho dos mestres?

Como o compromisso aumentaria se os líderes chegassem até seus comandados e dissessem: “Obrigado por sua contribuição. Vocês estão fazendo a diferença, promovendo o crescimento da empresa! Quais são as ideias para continuarmos crescendo? Em que podemos trabalhar juntos e como posso ajudá-los?”. Como as relações pessoais e interpessoais seriam maravilhosas com uma ou poucas palavras que fossem ditas no intuito de promover a paz e o bem-estar social!

Mas, não! Parece que alguns têm o prazer, eu diria que quase orgástico, de humilhar seus pares para anunciar seu pretenso poder e sua arrogância enojante. Que lástima!

Feedbacks pré-programados não proporcionam mudança, amadurecimento e crescimento. 

Deve haver disposição para se sentar ao lado do outro (face to face) em vez de “no outro lado” da mesa e colocar o problema entre as partes esclarecidamente e não esfregá-lo na cara de ninguém.

Aceitar e entender que, talvez, eu possa não estar naquele momento entendendo a questão completamente.

Reconhecer aquilo que o outro faz bem em vez de ressaltar os erros.

Chamar à responsabilidade ou a atenção em separado e NUNCA na frente dos outros. 

Agradecer sinceramente pelo empenho, pela tentativa em vez de criticar pelos erros e falhas.

Conseguir explicar que a solução dos problemas e desafios vão promover o crescimento pessoal com o intuito de se aproveitar novas oportunidades.

Segundo Peter Drucker, considerado o pai da Teoria da Administração, a maioria dos problemas administrativos acontece por causa de comunicações ineficientes. E muitos desses  problemas, geralmente, se devem a total falta  de habilidades comunicativas dos líderes para com seus comandados, ou seja, do ser humano.

Rubens Alves, educador brasileiro, já falava sobre a necessidade de se escutar as pessoas atenciosamente. “Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil…” A escuta atenta é fator de suma importância entre os amigos, a família, no ambiente corporativo, ou até mesmo entre aqueles que não concordam com a gente. 

O texto do educador mineiro é tão significativo que eu vou encerrar este post deixando o link para acessá-lo aqui.

Pensem nisso! 

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